Pra mim chega. Não dá mais.
Estou tão cansada dessa humanidade que não enxerga o que realmente vale a pena. Vivemos para sermos feridos e ferir os outros. Vivemos em uma sociedade baseada no dinheiro, na ganância. Isso me deixa furiosa. Com uma raiva inexplicavelmente intensa e que me corroí.
Enquanto tem gente que tá aí, jogando sua vida fora, eu estou aqui, tentando dar o melhor de mim. Mas parece que nenhuma das minhas boas intenções tem valor. Só meus defeitos parecem contar, e contar para me condenar.
Do fundo do meu coração, eu quero mudar isso. Não aguento mais pessoas sendo feridas por quem elas amam.
sábado, 8 de outubro de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Anos de ouro
Bem, aqui estamos nós. Jovens, com tempo, com muito tempo pela frente. Apenas iniciando nossas vidas. E eu te pergunto: que sentido faz tudo isto?
Podemos sair de noite, e bebermos e dançar toda ela. Podemos correr pelo mundo, conhecendo países, gente estranha, gente nova, culturas diferentes, de tudo um pouco. Provando o gosto da liberdade e o sabor do mundo, bem, já que estamos aqui, porque não aproveitar?
Não ligue para eles. Yeah, adultos, corrompidos pela sua ganância suja. Eles vão te dizer que você não pode, eles vão te pôr pra baixo. Claro, não são todos. Mas quando alguém tentar te derrubar, mostre que ninguém pode fazer isso. Ninguém têm o direito nem a permissão para fazê-lo.
Então apenas erga os braços e grite bem alto quando sentir que viver não vale a pena. Porque vale, sim. E ninguém nem nada existe por existir. Tudo tem uma razão, tudo tem um motivo.
E foda-se o resto.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Oh, you look so tired
-O que aconteceu com seu rosto, Jess?
Não me importei com a contorção que seu belo rosto fez ao receber meu golpe. Coloquei toda minha força naquilo, e apenas foi. Um desabafo, na verdade.
-Eu vou te dizer o que aconteceu - um chiado escapou de minha garganta. Talvez fosse a minha tentativa falha de rir. - Ontem, eu estava dormindo perto das piscinas naqueles corredores vazios da sua maldita casa. Ouvi um barulho, e quando levantei para ver o que era, havia um cara lá. E ele carregava consigo uma faca. E adivinha o que ele fez com a faca, minha doce boneca?
Ela gemeu, as lágrimas continuando a cair livremente. Eu não me importava mais com o sangue que continuava a escorrer do meu rosto. A dor já havia passado, mas minha loucura, não.
-Aposto que você não é tão bonita por dentro. Vamos descobrir se estou certo.
Ela gritou. Tentou escapar. Segurei-lhe o braço, até que os ossos se partissem em dois e ela caísse no chão, agonizando pela dor.
-Agora você quer fugir, não é? Mas quando mandou seu maldito amante me atacar, não queria? Bem, agora vou te mandar pro mesmo lugar pra onde mandei o filho da puta, Suzana. Eu vou te mandar pro inferno, sua vadia gananciosa.
Outro grito. Tampei sua boca. A coloquei em meus braços, selando seus lábios. Ela mordeu-me. Mais sangue jorrou do meu lábio.
-Aproveite bastante os últimos suspiros, porque eles são os seus últimos suspiros, Suzana. Espero que no inferno você encontre uma loja da Channel para fazer compras, senão irá ficar realmente entediada.
Gritou. Um soco. Caiu, inerte, sobre o piso frio. Peguei o corpo desfalecido e desci as escadas daquela maldita mansão em direção ao incinerador de lixo.
Ultimo degrau, e adentrei na sala infernal. O calor era tanto que o sangue seco em meu rosto começava a escorrer com o suor. Abri a porta dele, e rapidamente, joguei-a lá dentro. Consegui ouvir um ultimo grito antes de fechar a porta do incinerador e dar as costas para todo aquele inferno.
Nunca mais, eu seria incomodado por ela. Nunca mais.
Não me importei com a contorção que seu belo rosto fez ao receber meu golpe. Coloquei toda minha força naquilo, e apenas foi. Um desabafo, na verdade.
-Eu vou te dizer o que aconteceu - um chiado escapou de minha garganta. Talvez fosse a minha tentativa falha de rir. - Ontem, eu estava dormindo perto das piscinas naqueles corredores vazios da sua maldita casa. Ouvi um barulho, e quando levantei para ver o que era, havia um cara lá. E ele carregava consigo uma faca. E adivinha o que ele fez com a faca, minha doce boneca?
Ela gemeu, as lágrimas continuando a cair livremente. Eu não me importava mais com o sangue que continuava a escorrer do meu rosto. A dor já havia passado, mas minha loucura, não.
-Aposto que você não é tão bonita por dentro. Vamos descobrir se estou certo.
Ela gritou. Tentou escapar. Segurei-lhe o braço, até que os ossos se partissem em dois e ela caísse no chão, agonizando pela dor.
-Agora você quer fugir, não é? Mas quando mandou seu maldito amante me atacar, não queria? Bem, agora vou te mandar pro mesmo lugar pra onde mandei o filho da puta, Suzana. Eu vou te mandar pro inferno, sua vadia gananciosa.
Outro grito. Tampei sua boca. A coloquei em meus braços, selando seus lábios. Ela mordeu-me. Mais sangue jorrou do meu lábio.
-Aproveite bastante os últimos suspiros, porque eles são os seus últimos suspiros, Suzana. Espero que no inferno você encontre uma loja da Channel para fazer compras, senão irá ficar realmente entediada.
Gritou. Um soco. Caiu, inerte, sobre o piso frio. Peguei o corpo desfalecido e desci as escadas daquela maldita mansão em direção ao incinerador de lixo.
Ultimo degrau, e adentrei na sala infernal. O calor era tanto que o sangue seco em meu rosto começava a escorrer com o suor. Abri a porta dele, e rapidamente, joguei-a lá dentro. Consegui ouvir um ultimo grito antes de fechar a porta do incinerador e dar as costas para todo aquele inferno.
Nunca mais, eu seria incomodado por ela. Nunca mais.
sábado, 28 de maio de 2011
That I caught fire
Deviam ser seis da tarde. O sol fazia sua saída pelo horizonte, com fabulosos raios laranjas. Alguns dos transeantes que voltavam para suas casas após uma longa jornada de trabalho paravam para apreciar o belo espetáculo proporcionado pela estrela-mor. Para outros, aquilo era apenas mais uma coisa sem importância no seu dia, por estarem cansados e infelizes demais ou por estarem eufóricos e esperançosos em mais uma volta para casa para repararem.
Os sons da rua chegavam abafados ao quarto por causa das grossas paredes de concreto e cimento que formavam o edifício do luxuoso hotel. Os sons dos carros, das conversas, das pessoas passando pelas ruas ao redor do prédio eram meros rumores do que acontecia do lado de fora.
Do lado de dentro, mais precisamente no banheiro, o silêncio reinava. Gotas de água escorriam pelas paredes, pelo teto, pelo chão, o vapor ficando cada vez mais e mais denso. O rapaz ali dentro escrevia no espelho coberto pelo vapor, palavras que para outros seriam completamente sem sentido, mas que para ele, eram parte de suas memórias.
O cabelo comprido, ondulado e escuro o fariam facilmente passar por uma mulher, se não fosse pelos ombros largos e pelos braços musculosos cobertos de tatuagens coloridas. A barba de pêlos claros lhe cobria parte do queixo e acima do lábio superior, e grossas e escuras sobrancelhas rodeavam-lhe a parte superior dos olhos. Segurava um cigarro em uma das mãos, enquanto com a outra continuava a escrever palavras desconexas no espelho, a água voltando ao seu estado liquido assim que entrava em contato com o dedo que servia como caneta.
A porta do banheiro foi aberta, um pouco do vapor escapando por ali. Uma garota alta, de cabelos curtos e loiros, usando apenas bermudas e um top adentrou no banheiro transformado em sauna. Ele a encarou atráves do vidro embaçado, os lábios entre-abertos, esperando alguma palavra que indicasse o que fazia ali, interrompendo sua escrita.
Não ouve manifestação alguma de som. Ela andou lentamente até onde ele estava, pegou o cigarro de sua mão e tragou um pouco do veneno. Ele esperou, e ela avaliou as palavras escritas no espelho. Depois de alguns segundos, completou o “a” gravado no canto do espelho com “mar”.
-Amar? – leu ele. – O que te fez pensar que eu queria escrever isso?
-Porque é o que você precisa.
O silêncio voltou, os olhos dos dois fixos um no outro. Ela piscou, quebrando o contato, e desapareceu pela porta do banheiro, voltando alguns segundos depois. Trazia uma flor vermelha na mão.
Ela entregou a ele a flor, e este a pegou, avaliando com curiosidade a frágil estrutura do vegetal naturalmente criado.
-Consegue ver o que eu quero te dizer? – ela perguntou, largando o cigarro dentro da pia de marmore. – O amor é como está flor: bonito, vital, esperançoso. É do que todos nós precisamos.
-Mas uma hora este amor vai começar a despedaçar – respondeu ele, tocando com cuidado nas pétalas, como se tivesse medo que o mínimo toque as desmanchasse – e então apodrecer e cair.
-Não se você o alimentar. Cuidar dele. Dar-lhe carinho, dividir bons momentos, coloca-lo no sol e sorrir. Ele vai crescer, bonito e forte. E se der certo, durará para sempre..
-Mas há coisas que não são feitas para durar para sempre.
Voltaram a se encarar. O rosto dele demonstrava espera, como se suas palavras fossem atos e ele esperasse a reação deles. Ela mordia o lábio inferior, uma mão apoiando-se no marmóre e a outra segurando a barra da bermuda que usava.
-Tentar me convencer de que o que sentimos não é verdadeiro não está funcionando.
Ele piscou, e um movimento brusco, selou seus lábios contra os dela, a barba arranhando a sua pele macia. Segurando os cabelos curtos, com toque leve. Beijaram-se, em movimentos sincronizados.
Ele a soltou, sentindo-se frustrado. Socou o marmóre, para ver se aquela frustração passava, mas o que conseguiu foi apenas dor.
Não conseguia aceitar, que toda vez que a beijava, aquela emoção o tomava. Algo como borboletas no estômago ou o que quer que fosse aquela satisfação calma que sentia. Como se não tivesse problemas, como se a dor do passado fosse uma invenção de sua imaginação a ser ignorada. Sentia que seu coração estava novamente consertado e que nada mais o iria machucar pelo resto de sua eternidade.
Toda vez que caia, ela estava lá para segura-lo. E ele tinha medo. De machuca-la, de se machucar ainda mais. Não queria mais uma ferida em seu interior, mais raiva para matá-lo.
-Porra de vida – xingou, encarando o fundo branco da pia. Ela se mantinha imóvel do seu lado. A flor vermelha jazia, esquecida, em frente ao espelho.
-Espero que uma hora consiga entender que negar algo que é inegável não é muito saudável para seu psicológico. – ela disse, pegando a flor e depositando um beijo no rosto dele, a barba arranhando-lhe mais uma vez. – Vou dar uma volta. Depois conversamos.
E saiu pela porta, fechando-a de volta. O vapor voltou a encher o aposento. Ele encarou seu reflexo no espelho, pensando nas palavras dela.
Suspirou. Ergueu a mão, e continuou a escrever palavras desconexas no espelho.
Os sons da rua chegavam abafados ao quarto por causa das grossas paredes de concreto e cimento que formavam o edifício do luxuoso hotel. Os sons dos carros, das conversas, das pessoas passando pelas ruas ao redor do prédio eram meros rumores do que acontecia do lado de fora.
Do lado de dentro, mais precisamente no banheiro, o silêncio reinava. Gotas de água escorriam pelas paredes, pelo teto, pelo chão, o vapor ficando cada vez mais e mais denso. O rapaz ali dentro escrevia no espelho coberto pelo vapor, palavras que para outros seriam completamente sem sentido, mas que para ele, eram parte de suas memórias.
O cabelo comprido, ondulado e escuro o fariam facilmente passar por uma mulher, se não fosse pelos ombros largos e pelos braços musculosos cobertos de tatuagens coloridas. A barba de pêlos claros lhe cobria parte do queixo e acima do lábio superior, e grossas e escuras sobrancelhas rodeavam-lhe a parte superior dos olhos. Segurava um cigarro em uma das mãos, enquanto com a outra continuava a escrever palavras desconexas no espelho, a água voltando ao seu estado liquido assim que entrava em contato com o dedo que servia como caneta.
A porta do banheiro foi aberta, um pouco do vapor escapando por ali. Uma garota alta, de cabelos curtos e loiros, usando apenas bermudas e um top adentrou no banheiro transformado em sauna. Ele a encarou atráves do vidro embaçado, os lábios entre-abertos, esperando alguma palavra que indicasse o que fazia ali, interrompendo sua escrita.
Não ouve manifestação alguma de som. Ela andou lentamente até onde ele estava, pegou o cigarro de sua mão e tragou um pouco do veneno. Ele esperou, e ela avaliou as palavras escritas no espelho. Depois de alguns segundos, completou o “a” gravado no canto do espelho com “mar”.
-Amar? – leu ele. – O que te fez pensar que eu queria escrever isso?
-Porque é o que você precisa.
O silêncio voltou, os olhos dos dois fixos um no outro. Ela piscou, quebrando o contato, e desapareceu pela porta do banheiro, voltando alguns segundos depois. Trazia uma flor vermelha na mão.
Ela entregou a ele a flor, e este a pegou, avaliando com curiosidade a frágil estrutura do vegetal naturalmente criado.
-Consegue ver o que eu quero te dizer? – ela perguntou, largando o cigarro dentro da pia de marmore. – O amor é como está flor: bonito, vital, esperançoso. É do que todos nós precisamos.
-Mas uma hora este amor vai começar a despedaçar – respondeu ele, tocando com cuidado nas pétalas, como se tivesse medo que o mínimo toque as desmanchasse – e então apodrecer e cair.
-Não se você o alimentar. Cuidar dele. Dar-lhe carinho, dividir bons momentos, coloca-lo no sol e sorrir. Ele vai crescer, bonito e forte. E se der certo, durará para sempre..
-Mas há coisas que não são feitas para durar para sempre.
Voltaram a se encarar. O rosto dele demonstrava espera, como se suas palavras fossem atos e ele esperasse a reação deles. Ela mordia o lábio inferior, uma mão apoiando-se no marmóre e a outra segurando a barra da bermuda que usava.
-Tentar me convencer de que o que sentimos não é verdadeiro não está funcionando.
Ele piscou, e um movimento brusco, selou seus lábios contra os dela, a barba arranhando a sua pele macia. Segurando os cabelos curtos, com toque leve. Beijaram-se, em movimentos sincronizados.
Ele a soltou, sentindo-se frustrado. Socou o marmóre, para ver se aquela frustração passava, mas o que conseguiu foi apenas dor.
Não conseguia aceitar, que toda vez que a beijava, aquela emoção o tomava. Algo como borboletas no estômago ou o que quer que fosse aquela satisfação calma que sentia. Como se não tivesse problemas, como se a dor do passado fosse uma invenção de sua imaginação a ser ignorada. Sentia que seu coração estava novamente consertado e que nada mais o iria machucar pelo resto de sua eternidade.
Toda vez que caia, ela estava lá para segura-lo. E ele tinha medo. De machuca-la, de se machucar ainda mais. Não queria mais uma ferida em seu interior, mais raiva para matá-lo.
-Porra de vida – xingou, encarando o fundo branco da pia. Ela se mantinha imóvel do seu lado. A flor vermelha jazia, esquecida, em frente ao espelho.
-Espero que uma hora consiga entender que negar algo que é inegável não é muito saudável para seu psicológico. – ela disse, pegando a flor e depositando um beijo no rosto dele, a barba arranhando-lhe mais uma vez. – Vou dar uma volta. Depois conversamos.
E saiu pela porta, fechando-a de volta. O vapor voltou a encher o aposento. Ele encarou seu reflexo no espelho, pensando nas palavras dela.
Suspirou. Ergueu a mão, e continuou a escrever palavras desconexas no espelho.
So long.
Porque isso não passa? Porque eu vou ter que esperar tanto pra ser feliz, pra poder refletir minha felicidade interior nas fotos, e não precisar sustentar uma mascára?
Parece que tudo dá errado. Me sinto tão confusa e errada.
É tudo tão difícil e dolorido... não sei se consigo aguentar mais dor. Não sei se sou forte o suficiente; provavelmente, eu sou apenas mais uma covarde nesse mar de números perdidos.
Mas não. Não sou igual. Eu me importo. Sofro porque me importo. E se a dor é necessária para mudar as coisas, eu vou passar por ela. Pegar em sua mão, apertar bem forte, rir e dizer “vamos lá”.
Não me importo mais comigo mesma. Não sei. Ás vezes sim, as vezes não. Minha cabeça doí. Mas é passageiro.
Por enquanto, apenas peço para essa dor diminuir um pouco. Quero ser feliz antes de mudar o mundo. Mas será que serei feliz mudando o mundo? Será essa a fonte da minha futura felicidade?
É tudo tão obscuro e embaçado, como um vidro sujo no meio da noite. Impossível de decifrar. Meus olhos já doem de tanto que tentei adivinhar.
Agora, só me resta aproveitar a melodia e chorar até toda essa dor voltar a adormecer e eu enxergar com um pouco de clareza novamente.
terça-feira, 17 de maio de 2011
I'm meelting.
A primeira vez que ardemos juntos. Sonhos rosados. Acho que depois daquilo, nunca mais recuperei meu folêgo.
Você me cansou, de uma maneira boa. Me fez enxergar a mim mesmo e o mundo em que vivo. Tirou a venda dos meus olhos, aquela que a muito me impedia de ver as coisas como elas são.
Fique comigo. Em seus olhos, eu perco o meu lugar e encontro o verdadeiro lugar em que devo estar. Vamos deitar e esperar o sol nascer, abraçados. Sem preocupações, pois quando estou com você, não existe mundo lá fora. Você é meu mundo quando está do meu lado.
Suas imperfeições, são, o que te fazem perfeita. Eu esperava sucumbir ao ser posto frente a frente com alguém tão... diferente do que eu estava acostumado a viver como você; um segundo sem você, e eu volto a virar aquela bagunça que era antes de te conhecer. Em seus olhos, eu perco minha paz, e ganho uma nova, verdadeira paz. Algo que nunca conseguiria ter com aquela vendo cobrindo meus olhos.
E, nunca duvide. Se eu precisar, gritarei com todas minhas forças "me ajude", assim como quero gritar todos os dias como te amo.
E é em você, onde eu derreto e me torno quem realmente sou.
Você me cansou, de uma maneira boa. Me fez enxergar a mim mesmo e o mundo em que vivo. Tirou a venda dos meus olhos, aquela que a muito me impedia de ver as coisas como elas são.
Fique comigo. Em seus olhos, eu perco o meu lugar e encontro o verdadeiro lugar em que devo estar. Vamos deitar e esperar o sol nascer, abraçados. Sem preocupações, pois quando estou com você, não existe mundo lá fora. Você é meu mundo quando está do meu lado.
Suas imperfeições, são, o que te fazem perfeita. Eu esperava sucumbir ao ser posto frente a frente com alguém tão... diferente do que eu estava acostumado a viver como você; um segundo sem você, e eu volto a virar aquela bagunça que era antes de te conhecer. Em seus olhos, eu perco minha paz, e ganho uma nova, verdadeira paz. Algo que nunca conseguiria ter com aquela vendo cobrindo meus olhos.
E, nunca duvide. Se eu precisar, gritarei com todas minhas forças "me ajude", assim como quero gritar todos os dias como te amo.
E é em você, onde eu derreto e me torno quem realmente sou.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Disanchanted
Vozes ostentando a carência do amor;
Gritos desesperados pela busca do calor.
Poderemos um dia amar?
Somos dignos desse sentimento tão fugaz?
Em nossa miséria interior, nossa voz continua a sustentar
O grito de ajuda, para aprender a amar.
Gritos desesperados pela busca do calor.
Poderemos um dia amar?
Somos dignos desse sentimento tão fugaz?
Em nossa miséria interior, nossa voz continua a sustentar
O grito de ajuda, para aprender a amar.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
I don't give a fuck with they think
Pessoas fazem decisões erradas á todo momento.
Nós precisamos crescer. Sentir a dor para saber como funciona o mundo lá fora, aquele mundo que está além das paredes de nossos quartos, um mundo onde existem pessoas e coisas que estão apenas a espreita para fazer mais uma vitima. Destrui-las. Mata-las.
Você não pode crescer se não sentir o gosto da dor. Não pode ser feliz sem conhecer o fundo do poço. Não pode dar valor se nunca perdeu.
E em meio a toda essa nova fase, aqueles pensamentos que estão em sua mente nos momentos mais difíceis... que são mais fortes quando não há ninguém por perto para te ajudar, quando você afasta as pessoas de perto por não querer que elas se preocupem com você, que não sejam infetadas com sua dor, sua e exclusiva dor, mas o único que acaba conseguindo é exatamente o que não quer fazer...
Não podemos desistir. Precisamos lutar. Não nascemos para perder a guerra, para morrer em um trágico acidentes. Nascemos para mudar o mundo.
domingo, 17 de abril de 2011
Me.
Sangrando. Era a palavra. No chão. O lugar. Sem conseguir aguentar mais nada.
A dor. Ela está constantemente presente, como uma visitante assídua. Não, ela já havia se tornado uma moradora.
Sempre que você pensar que o pior já veio, está enganado. É só dizer que a tempestade já passou que o verdadeiro caos começa. O verdadeiro lado ruim, o verdadeiro motivo para te fazer chorar.
Sangrando. No chão.
Realmente, cada lágrima, cada grito, cada revolta sua... nada disso irá mudar nada. Se revoltar e ficar chorando pelos cantos não muda em nada o que você está passando.
Chorando. Ferida.
Tenha raiva. E faça algo com essa raiva. Não a acumule. Não a jogue contra os outros. Faça algo para mudar a situação.
Inocente. Mas eles não respeitaram isso. Não quiseram saber se o que iriam fazer iria te afetar. Apenas atiraram a maldade contra eles, e consequentemente, contra você.
Dê-me todo seu veneno. Dê-me todo seu coração sem esperança.
Pare de arquitetar suicídios. Pare de achar que não é capaz. Faça algo por si mesma. Não diga que está cansada de lutar quando não sabe o que é lutar.
Lutar contra si mesma não é lutar. É tentar se acertar. Se descobrir na confusão de pensamentos e sentimentos. Tentar encontrar um lugar em um mundo tão confuso e contraditório.
Nada a dizer. Eles não entendem.
Você diz que aguenta. Que é durona. Mas toda essa fachada desaba com o mínimo sopro.
Não pare de pensar. Continue a tentar encontrar o caminho.
Forever is over.
“Essa noite tive um sonho.
Não sei ao certo o que significou, se era o que eu desejava ou não. Só sei que depois de tudo, ele finalmente havia admitido que só fazia tudo aquilo para me irritar, e que na verdade, era tudo fingimento.
Ou seja, você admitiu que realmente gostava de mim.
Droga, cerébro! Será que você não consegue entender? Acabou. Aquilo tudo foi apenas uma brincadeira. Abortou-se, não existe mais, desapareceu pelo ar, levado pelo vento.
Não sei porque sonho tanto com ele, se eu nem ao menos gosto dele.
Ele é idiota, infantil e age sem explicações. Fica me incomodando e perturbando durante a aula. Droga. Por que ele age assim?
“Você não era assim”. E nem você. Nenhum dos dois era assim. Mas mudamos. E quem tem culpa disso é ele, não eu. Não fui eu que começou tudo, não fui eu que terminei tudo. É unicamente e exclusiva culpa dele.
Sem mais sonhos, cerébro. Por favor. Não aguento mais ter que vê-lo até dormindo. Já basta na sala de aula.”
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Notas soltas no ar.
"A sanidade abandona a sua mente, e naquele segundo a batida da música e os acordes da guitarra invadem seus sentidos, e são eles que te guiam; é um momento em que todos seus problemas são esquecidos e você se sente bem, porque é a música que está te deixando bem; a música é uma anestesia temporária e um revitalizante para os problemas do dia-a-dia que te desgastam. Música é vida."
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Valentines.
Paramos.
Deus, eu estava suando tanto. E olhei para ela, do meu lado...
Os lábios carnudos, cheios e avermelhados, entreabertos de uma forma realmente sexy, a respiração acelerada. O suor escorrendo pelo rosto, alguns fios castanhos dourados grudados na pele clara e macia. As mãos apoiadas nas coxas bem delineadas, enquanto tentava recuperar a respiração, deixando aqueles lábios convidativas á mostra de quem quisesse ver.
Ou seja, eu.
A expressão de cansaço foi substituída por uma careta. Os lábios carnudos se contraíram, os dentes subitamente trincados, as mãos apertando a carne das coxas.
Eu não conseguia acreditar no quanto ela era sensual. Tudo o que ela fazia, desde os gestos, as palavras, os sorrisos... tudo me causava arrepios como se eu fosse um adolescente inexperiente e estivesse descobrindo esse “mundo dos adultos”.
A careta foi deixada de lado, voltando para o cansaço. E os lábios avermelhados voltaram á ficar entre abertos, descansando, o ar entrando á golfadas por eles. Inúmeros arrepios percorriam meu corpo naquele momento, só de imaginar em fechar aqueles lábios com os meus...
Até que eu não consegui resistir mais, e o fiz. Joguei-me sobre seu corpo suado e cansado, minhas mãos segurando sua cintura com força e autoridade, e selei seus lábios de forma violenta contra as mãos.
De inicio, ela ficou um pouco surpresa com minha reação. Então relaxou, deixando suas mãos desenharem traços imaginários pelas minhas costas, os lábios acompanhando o ritmo dos meus em uma deliciosa sincronia...
-Por que fez isso...? – perguntou, quando nos separamos para tomar ar.
Não respondi. Agarrei sua cintura novamente e retomei o beijo. Quando paramos por ar pela segunda vez, falei.
-Me deu vontade.
Ela sorriu, e o seu rosto todo se iluminou.
-Você não se cansa nunca de me surpreender, não é?
-Apenas o necessário – respondi, colocando-a em meu colo e mordendo seu pescoço antes de voltar a falar. – Mas não é como se eu precisasse te pedir permissão, certo?
Sorriu de novo, os pequenos olhos verdes me encarando. Eu me sentia desprotegido, inexperiente e maravilhado ao seu lado, como se estivesse descobrindo todo um universo paralelo ao contrário da nossa realidade.
Talvez fosse isso. Talvez fosse todo esse ar de novo que ela possuía. Como o cheiro do couro dos bancos de um carro novo, só que mais duradouro e mais envolvente. Algo que eu desconhecia até conhecê-la.
-Certo. Absolutamente, nenhuma permissão.
E voltamos a nos beijar.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Everything is about love
Amor. Uma palavra. Quatro letras.
E muitas vezes, ele não é verdadeiro.
Foram três vezes ao total. Apenas uma tarde e uma manhã, tirando as poucas horas que nos víamos na escola e ficávamos enrolando, enrolando, enrolando.
Biblioteca. Não lembro exatamente qual prateleira era. Alguma afastada da entrada. “Incentivos”, é o que você dizia. Até eu me aproximar demais, perceber que alguém estava olhando, e me afastar com uma risadinha.
Toda vez que entro lá, lembro da sua mão em minha cintura. Dos meus dedos na barra de seu bermudão. Da respiração meio descompassada, enquanto o trabalho era lido, mesmo quando nenhum dos dois estava realmente prestando atenção, eu preocupada com meus pais e me divertindo com tudo aquilo, sua atenção apenas e unicamente em mim.
Depois, atrás da escola. Escondidos em meio as árvores. Algo como um amor proibido, mas não exatamente desse jeito. Apenas brincadeiras de adolescentes que gostam da dor do fim.
E, Deus, o que eram aquelas ligações a uma da manhã no fim de semana? Eu nunca havia falado com alguém tão tarde. Era... divertido e perigoso. Meus pais costumam ter um sono bem leve.
E mesmo de que tudo aquilo não tenha passado de uma ilusão que você mesmo criou, eu sorrio. Porque enquanto a ilusão durou, ela foi boa.
Então, por que, porque? Começou com algo idiota. Ciúmes. Com uma especulação. Todo mundo incentivava. Botava pilha. Até quem fica incomodando hoje, incentivava demais. E eu tenho a consciência tranquila para dizer que não tenho culpa alguma que tenha contribuído para o fim.
Mas o que resta agora, é apenas um sentimento de desconforto, como se tudo houvesse sido um erro. Eu sou o problema? Não entendo. Quando tudo acabou, eu fiquei bem. Realmente. Não foi algo que me afetou, e mesmo com todas as ligações, eu estou disposta a pelo menos continuar a amizade. Mas não. Deve ser seu orgulho ao algo do tipo que não te deixa. Então, tudo bem. Vamos manter o sentimento de hostilidade, se você quer.
Mais uma paixão falida para minha história. Mais um para minha lista. Agora, restam apenas as lembranças. E a vida continua.
terça-feira, 5 de abril de 2011
It's not a fashion statement, it's a deatwish
A chuva caia forte pela estrada, escorregando pelo asfalto, que era percorrido pelas rodas do carro fúnebre, levando seu cadáver em direção ao cemitério.
"Duas horas", pensou Natália. "Apenas duas malditas horas fingindo que estou triste aguentando todos esses velhos hipócritas e então, serei finalmente livre" a mais recente viúva da cidade enxugou mais uma das falsas lágrimas de dor que rolou por seu rosto. Sempre havia sido boa em fingir.
-Livre, Mr. Black, finalmente, estou livre!
O gato miou, enquanto sua dona se jogava na grande cama de dossel da mansão que havia morado por cinco anos, que agora seria sua, exclusivamente sua. As risadas de alegria ecoaram pelo grande e bem decorado quarto.
Tudo seu. Tudo que sempre havia desejado, mas nunca havia tido por completo, agora era seu. Quem disse que casar com um homem rico só pelo dinheiro não valia a pena? Nada que um tiro não resolva.
Natália suspirou,e ergue-se da cama, livrando-se do vestido preto, ficando apenas com a roupa intima. Sempre havia gostado de dormir assim, mas James - seu marido - agora - morto - não gostava muito daquele costume da esposa, então Natalie sempre havia se visto obrigada a dormir com uma camisola no mínimo, o que a fazia odiar ainda mais James.
-Agora poderemos fazer tudo que quisermos, sem dar explicação á ninguém, Mr. Black – o gato pulou sobre a cama, aninhando-se sobre a barriga inexistente da dona. – Sem ninguém para controlar horários ou manias irritantes para suportar. Não sei porque demorei tanto tempo para fazê-lo.
"Duas horas", pensou Natália. "Apenas duas malditas horas fingindo que estou triste aguentando todos esses velhos hipócritas e então, serei finalmente livre" a mais recente viúva da cidade enxugou mais uma das falsas lágrimas de dor que rolou por seu rosto. Sempre havia sido boa em fingir.
-Livre, Mr. Black, finalmente, estou livre!
O gato miou, enquanto sua dona se jogava na grande cama de dossel da mansão que havia morado por cinco anos, que agora seria sua, exclusivamente sua. As risadas de alegria ecoaram pelo grande e bem decorado quarto.
Tudo seu. Tudo que sempre havia desejado, mas nunca havia tido por completo, agora era seu. Quem disse que casar com um homem rico só pelo dinheiro não valia a pena? Nada que um tiro não resolva.
Natália suspirou,e ergue-se da cama, livrando-se do vestido preto, ficando apenas com a roupa intima. Sempre havia gostado de dormir assim, mas James - seu marido - agora - morto - não gostava muito daquele costume da esposa, então Natalie sempre havia se visto obrigada a dormir com uma camisola no mínimo, o que a fazia odiar ainda mais James.
-Agora poderemos fazer tudo que quisermos, sem dar explicação á ninguém, Mr. Black – o gato pulou sobre a cama, aninhando-se sobre a barriga inexistente da dona. – Sem ninguém para controlar horários ou manias irritantes para suportar. Não sei porque demorei tanto tempo para fazê-lo.
Ela riu, lembrando-se dos caprichos de James; da irritação quando o jantar não era servido exatamente a hora que ele desejava, das brigas por ela não estar toda hora em seu encalce, dizendo-lhe elogios como se ele fosse um Deus. James era possessivo, orgulhoso e extremamente irritável á mera menção de que suas vontades não fossem cumpridas.
E ela aguentará isso por cinco anos. Até que chegou o dia em que sucumbiu á raiva, cansada de aguentar a personalidade irritante do marido, e o matou.
O casamento dos dois, em si, já havia sido destinado á ruir desde o começo, sendo construído em uma base de interesses e bajulações. Ela se casará com ele pelo dinheiro, e ele por ela aumentar seu ego de uma forma muito... atenciosa. E misturando todos esses elementos, tudo não poderia acabar de outra forma que não fosse tragicamente.
-Então, Mr. Black, o que faremos amanhã? – perguntou Natalie, acariciando o pelo macio do felino. – De que jeito superficial gastaremos a nossa fortuna? Compras no shopping ou uma viagem á Paris? Acho melhor compras, uma viagem agora seria algo muito animado para quem acaba de perder o marido, e não quero que suspeitem que eu não estou minimamente triste pela sua morte, porque, adivinha, Mr Black? Fui eu que o matei! – e riu abertamente, o barulho ecoando pelo enorme quarto.
--
Acendeu o cigarro, as mãos tremulas dificultando o ato, a chama mexendo-se irritantemente de um lado para o outro, como fugindo do seu destino, de fazer todo o veneno do pequeno tubo branco queimar pelo ar, envenenando o ar á sua volta.
Havia tido um sonho. Não, um pesadelo. Dos piores que a sua mente podia criar. Ela havia falado com James. E ele sabia de tudo. De o porque de estar morto. De que ela o havia matado.
Ele não devia saber. Havia sido um plano perfeito; ele estava de costas, em seu escritório, olhando para a janela. Supostamente, não havia ninguém na casa, pois todos os empregados haviam sido dispensados e ela supostamente havia saído para resolver uns problemas da casa. Havia chegado, silenciosamente, e sem saber o que o atingira, James caiu no chão, uma bala em seu coração, encerrando sua vida para sempre.
Mas ele sabia. Que havia sido ela. E o pior: havia prometido vingança. A mais violenta, sangrenta e dolorosa vingança. Para ela. Natalie Elizabeth.
Eu estou voltando dos mortos, para tomar a vida que você me roubou, haviam sido suas palavras.
“Não, pelo amor de Deus, foi apenas um sonho!” gritou interiormente, aspirando a nicotina do cigarro, observando a chuva cair nos jardins bem cuidados da mansão, as nuvens cinzas deixando todo o ambiente triste e deprimido. “Estou exagerando. É apenas a culpa, apenas isso... não sou tão desumana, então é apenas culpa... apenas... culpa” pensou, murmurando lentamente as duas ultimas palavras.
-Acho que não é apenas culpa.
Um arrepio gelado percorreu sua espinha ao ouvir a voz grava atrás de si. A voz dele. Perto dela.
Não era possível. Não podia ser.
Mas ele havia dito que iria se vingar. Mas não, era humanamente impossível. Afinal, droga!, ele estava morto! Havia visto o corpo sendo colocado no caixão, e então o caixão sendo enterrado. Não. Podia. Ser. Ele.
Mas só havia um jeito de descobrir. Respirou fundo, e fechando os olhos, virou-se. E os abriu.
E a figura de James parado á sua frente quase á fez ter um ataque do coração.
-Nós vemos mais uma vez, não é, meu amor? – disse ele, um sorriso de desprezo e ressentimento estampando seu rosto bonito. Parecia estar melhor do que havia estado em toda sua vida; havia uma luz em seu rosto, uma vitalidade, de alguém que finalmente havia descoberto a felicidade.
E isso só podia ser o eufismo do ano, porque James estava morto. Enterrado. Morto, enterrado, sendo devorado pelos vermes, apodrecendo debaixo da terra.
-Você não está aqui – sussurrou, agarrando-se á beirada da janela, o cigarro caído no chão, esquecido.
-Não estou? – repetiu James, sorrindo. – Acho que estou sim. Posso até te abraçar para provar que estou aqui – disse, abrindo os braços, e avançando alguns poucos passos na direção de Natalie.
-Não encoste em mim! – gritou, correndo em direção á porta do quarto, tentando abri-la. Mas a maçaneta não girava. Alguém havia trancado a porta.
-Vamos lá, Nati. Você foi sempre tão amorosa comigo, porque não quer um abraço de reencontro? Não sentiu minha falta? Não ficou triste pela minha morte? E agora estou aqui, e poderemos continuar á viver, juntos! Para sempre! Não é ótimo?
-Saia daqui! Agora! – mandou, gritando, o pânico subindo pela sua garganta, como um veneno corrosivo. Não conseguia acreditar; mesmo depois de morto, James ainda faria de sua vida um inferno? O que teria que fazer, se matar também?
-Sempre tão assustada... tsc tsc, Nati. Acho que você não aprendeu nada desde aquele dia que nos conhecemos. Você ainda se lembra? Éramos jovens e achavamos que poderíamos fazer o que quiséssemos...
-Vá embora – gritou, outra vez, em vão, porque a única coisa que James fazia era sorrir para ela, e falar. Falar como se um dia tivessem se verdadeiramente amado, como se tivessem se dado bem, como se fossem marido e mulher de verdade. Mas ela sabia, que tudo aquilo não passava de um teatro. Sabia que James adorava tortura-la, fingindo que se amavam. Como se ele não soubesse que estava morto por sua causa.
-Natalie, Natalie. Se não gostava de mim, era apenas ter me dito, e nós teríamos nos divorciado e eu encontraria outra mulher e você seguiria sua vida; mas não, teve que me matar, apenas para ficar com meu dinheiro. O quão suja e baixa você consegue ser apenas por dinheiro? Venderia á própria mãe por alguns míseros doláres, não é mesmo?
-Eu disse para você sair – sussurrou, a raiva se misturando com o medo. Tentava abrir a porta, mas a maçaneta insistia em ficar travada no mesmo lugar, sem se mexer um milímetro. – Essa casa é minha! Saia da minha propriedade!
-Sua, Natalie? Esqueceu que tudo o que há aqui é meu? Pertence á minha pessoa? Já se esqueceu disso?
-Você está morto! E eu sou sua viuvá, então tenho direito á seu dinheiro e suas propriedades! Então, saia daqui!
-Estou morto, por sua culpa – o sorriso desapareceu do rosto dele, sendo substituído por uma expressão de raiva e ressentimento. – eu poderia estar lá fora, andando pela chuva, respirando o ar gelado, mas não posso, porque você me matou. Por dinheiro.
Ela estremeceu, vendo o ódio que James emanava. Sempre que ele ficava bravo, todo aquele ódio começava a sair de sue coração e a ser colocado para fora, atingindo quem estivesse por perto, e sempre que isso acontecia, ela era quem pagava por tudo. Ele batia nela, até não aguentar mais.
Era por isso que ela o odiava tanto.
-Não, eu te matei porque você era mau! – lágrimas escorriam pelo rosto bonito e feminino. – Você ma batia! Era violento e possessivo, e não me amava!
-E nem você me amava, Natalie. Estava comigo apenas pelo dinheiro.
-Saia! – gritou, a voz perdendo-se por sua garganta, escondendo o rosto com as mãos, escorregando pela parede até cair sentada no chão, sobre as pernas. Não conseguia aguentar a frustração. Havia esperado tanto, e agora ele estava de volta. Do inferno. Para busca-la.
-Então, nos poderíamos nos perder – a voz veio á centímetros de seu ouvido, a respiração acariciando assustadoramente sua pele – e pintar estas paredes de vermelho tridente.
-Vá para o inferno.
-É para onde eu estou indo, meu amor. – mãos geladas seguraram seu rosto, mas ela recusou a abrir os olhos, o medo corroendo-a. - Só que vou te levar junto comigo.
E o golpe mortal e atingiu, expulsando toda a vida do corpo, que caiu inerte no chão.
Um forte vento passou pelo quarto, e então tudo acalmou-se. Um gato preto saiu de debaixo da cama, onde estivera o tempo todo assistindo a cena. Com um clique, a maçaneta do quarto destravou, um pequeno espaço de passagem para o corredor sendo aberto. O gato miou, andando lentamente até chegar á porta, passando por ela e pelo cadáver no chão, indiferente á tudo.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Teenagers
Vão dar um trato no seu visual
Com todas as mentiras dos livros
Para transformá-lo em um cidadão.
Pois eles dormem armados,
E ficam de olho em você, filho
Assim podem ver tudo que você faz
O cheiro de sexo, drogas e desolação ainda conseguia ser sentido naquele lugar, que agora servia como palco para a maior tragédia que a cidade já havia visto em anos.
-Como eles conseguem fazer algo como isto? – sussurrou para si mesma a tenente Smith, observando enquanto os legistas cobriam mais um cadáver com a tão temida e assustadora lona branca.
A questão era: porque eles faziam isso? Porque jovens com futuros tão promissores como aqueles faziam isso consigo mesmos? Para se mostrar? Para desafiar as autoridades? Eles queriam chamar a atenção? Não havia dado muito certo, já que depois de morto você não consegue muita atenção.
Pois as drogas nunca funcionam.
Eles darão uma risada cínica,
Porque eles têm métodos para mantê-lo limpo.
“Julye nunca faria algo assim” pensou a tenente Smith, se referindo á sua filha, única razão de ainda continuar a viver e a ter um pouco de esperança dentro de si. “Drogar-se até a morte? Não, minha doce Julye não seria capaz de algo tão estúpido.”
Então, aquele arrepio que havia sentido assim que seu superior lhe informará o que teria que fazer aquela noite voltou. Só que mais forte desta vez. Um longo e assustador arrepio, que lhe percorreu sua espinha como se fosse água fria sendo colocada por seu uniforme de policial.
Decidiu ligar para a filha. Apenas para conferir se estava tudo bem. Algo lhe dizia que as coisas não estavam bem, mas ela fingiu ignorar aquilo. Nunca havia acredito em intuição, não seria agora que ela começaria a acreditar.
Então escureça suas roupas,
Ou faça uma pose violenta
Talvez eles te deixem em paz, mas não a mim
Enquanto o telefone tocava, ela continuou a pensar na filha; tinha que admitir, Julye tinha um certo tipo de atração por coisas perigosas. Mas não á ponto de se drogar. Ou se matar.
A tenente Smith sentiu que estava se lembrando de uma das músicas que a filha costumava escutar com o volume no máximo. Era uma daquelas bandas para adolescentes que os integrantes usam maquiagem e roupas escuras em excesso.
Como era mesmo que começava a música?
"Hear the sound, the angels come screaming"
Ah, sim. Conseguia se lembrar de tudo: da letra, da melodia, até das batidas ritmadas da bateria.
Foi quando percebeu que não estava se lembrando da música. Ela a estava ouvindo de verdade, porque estava realmente tocando.
Virou-se, em um gesto brusco, na direção onde dois dos seus colegas carregavam uma maca com outro corpo. Era de lá que vinha a música.
“Não pode ser” as palavras voaram em sua cabeça, enquanto corria naquela direção, a música ficando cada vez mais alta, o celular esquecido em sua mão.
Arrancou a lona branca do corpo de um puxão só. Sentiu que estava ficando tão pálida quando á garota ali repousando.
Julie. Era o corpo da sua filha naquela maca. Sua filha estava morta.
Mas se está encrencado e ferido,
Isso que você tem debaixo da sua camisa,
Irá fazê-los pagar pelo que eles fizeram
-Caroline – um dos seus colegas colocou uma das mãos em seu ombro. Ela nem sentiu o toque – eu sinto muito.
A tenente Smith não respondeu. Não conseguia se lembrar de quem era. Só conseguia enxergar o rosto morto á sua frente. O rosto que havia visto nascer e crescer ao seu lado por 16 anos. O rosto da pessoa que ela havia amado com todas suas forças. De quem lhe dava esperança.
Mas a esperança não estava mais ali. Havia ido embora com a vida de sua filha.
A música continuava a tocar, proveniente do celular de Julye, que ainda estava guardado no bolso de sua calça. Ela tocava, anunciando a todos que quisessem ouvir a tragédia que havia acabado de acontecer.
Adolescentes. Sempre inventando maneiras de chamar a atenção.
Com todas as mentiras dos livros
Para transformá-lo em um cidadão.
Pois eles dormem armados,
E ficam de olho em você, filho
Assim podem ver tudo que você faz
O cheiro de sexo, drogas e desolação ainda conseguia ser sentido naquele lugar, que agora servia como palco para a maior tragédia que a cidade já havia visto em anos.
-Como eles conseguem fazer algo como isto? – sussurrou para si mesma a tenente Smith, observando enquanto os legistas cobriam mais um cadáver com a tão temida e assustadora lona branca.
A questão era: porque eles faziam isso? Porque jovens com futuros tão promissores como aqueles faziam isso consigo mesmos? Para se mostrar? Para desafiar as autoridades? Eles queriam chamar a atenção? Não havia dado muito certo, já que depois de morto você não consegue muita atenção.
Pois as drogas nunca funcionam.
Eles darão uma risada cínica,
Porque eles têm métodos para mantê-lo limpo.
“Julye nunca faria algo assim” pensou a tenente Smith, se referindo á sua filha, única razão de ainda continuar a viver e a ter um pouco de esperança dentro de si. “Drogar-se até a morte? Não, minha doce Julye não seria capaz de algo tão estúpido.”
Então, aquele arrepio que havia sentido assim que seu superior lhe informará o que teria que fazer aquela noite voltou. Só que mais forte desta vez. Um longo e assustador arrepio, que lhe percorreu sua espinha como se fosse água fria sendo colocada por seu uniforme de policial.
Decidiu ligar para a filha. Apenas para conferir se estava tudo bem. Algo lhe dizia que as coisas não estavam bem, mas ela fingiu ignorar aquilo. Nunca havia acredito em intuição, não seria agora que ela começaria a acreditar.
Então escureça suas roupas,
Ou faça uma pose violenta
Talvez eles te deixem em paz, mas não a mim
Enquanto o telefone tocava, ela continuou a pensar na filha; tinha que admitir, Julye tinha um certo tipo de atração por coisas perigosas. Mas não á ponto de se drogar. Ou se matar.
A tenente Smith sentiu que estava se lembrando de uma das músicas que a filha costumava escutar com o volume no máximo. Era uma daquelas bandas para adolescentes que os integrantes usam maquiagem e roupas escuras em excesso.
Como era mesmo que começava a música?
"Hear the sound, the angels come screaming"
Ah, sim. Conseguia se lembrar de tudo: da letra, da melodia, até das batidas ritmadas da bateria.
Foi quando percebeu que não estava se lembrando da música. Ela a estava ouvindo de verdade, porque estava realmente tocando.
Virou-se, em um gesto brusco, na direção onde dois dos seus colegas carregavam uma maca com outro corpo. Era de lá que vinha a música.
“Não pode ser” as palavras voaram em sua cabeça, enquanto corria naquela direção, a música ficando cada vez mais alta, o celular esquecido em sua mão.
Arrancou a lona branca do corpo de um puxão só. Sentiu que estava ficando tão pálida quando á garota ali repousando.
Julie. Era o corpo da sua filha naquela maca. Sua filha estava morta.
Mas se está encrencado e ferido,
Isso que você tem debaixo da sua camisa,
Irá fazê-los pagar pelo que eles fizeram
-Caroline – um dos seus colegas colocou uma das mãos em seu ombro. Ela nem sentiu o toque – eu sinto muito.
A tenente Smith não respondeu. Não conseguia se lembrar de quem era. Só conseguia enxergar o rosto morto á sua frente. O rosto que havia visto nascer e crescer ao seu lado por 16 anos. O rosto da pessoa que ela havia amado com todas suas forças. De quem lhe dava esperança.
Mas a esperança não estava mais ali. Havia ido embora com a vida de sua filha.
A música continuava a tocar, proveniente do celular de Julye, que ainda estava guardado no bolso de sua calça. Ela tocava, anunciando a todos que quisessem ouvir a tragédia que havia acabado de acontecer.
Adolescentes. Sempre inventando maneiras de chamar a atenção.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Sorte ou azar
Andando, andando. Pelas ruas escuras, sem rumo á tomar, apenas movendo os músculos sem pensar em nada, apenas se concentrando nos movimentos. Andando pela noite.
Algo a faz parar. É um barulho. Uma figura surge de repente pela escuridão das ruas. Ela segura uma faca que pinga sangue em sua mão direita, enquanto na esquerda há um crucifixo que está sendo pressionado com tanta força que deixará marcas na pele.
-Eu não sou pecadora – diz a figura, apertando mais ainda o crucifixo.
Ela não sabe o que responder. O que iria dizer para aquela pobre criatura, se ela mesma estava pior? Parecia que seu coração não batia mais. A sensação das batidas não a acompanhava mais. Como iria ajudar?
O cheiro do sangue chegou ao seu nariz. Ela fechou os olhos, tentando resistir a aquilo, mas seu instinto a venceu. Em um pulo, pulou sobre a figura, que em vão tentou defender-se com a faca, mas quando os dentes fiados cravaram-se em sua pele ela não podia fazer mais nada.
Ela sentiu o gosto doce do sangue entrando pela sua garganta. Sugou com toda a força que tinha, seus lábios gelados ficando aquecidos pelos breves momento em que ela tomava o precioso liquido avermelhado. Abraçou o corpo agora sem vida, e tirando a ultima gota de sangue dele, tirou os dentes do pescoço de sua vitima. Ergueu-se, limpando a boca com a manga do casaco. Precisava livrar-se das evidências.
Ergueu o cadáver e colocou sobre seu ombro e voltou a andar. O mar não estava muito longe dali.
Andou lentamente, sentindo a brisa gelada da noite bater em seu rosto, acusando-a do assassinato que acabará de cometer. Tudo bem, ela pensou. Todos nós somos pecadores.
O cheiro salgado do mar a atingiu, e então ela correu em direção a praia. Entrou no mar, sem se importar em molhar as roupas, e andou até onde conseguiu, sempre carregando o cadáver consigo. Quando chegou em um ponto relativamente fundo, mergulhou, até tocar na areia umida, e largou o cadáver ali.
Voltou a superfície e nadou de volta a praia. Fez o sinal da cruz e andou de volta para as ruas da cidade. Era apenas mais uma noite das muitas que ainda teria antes do fim do mundo.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Passos desiguais
Tomei coragem e então adentrei na massa de alunos. Devia ir primeiro até a secretária, pegar meus horários, e então até meu novo armário; ninguém por alí parecia me notar, afinal, deviam ser tantos novatos que nem prestavam mais atenção neles. Ou talvez só fosse eu mesmo.
-Com licença? - eu disse á secretária, assim que cheguei ao meu destino, depois de muitos empurrões e esbarradas acidentais - ou não.
A secretária era um garota jovem. Devia ter no máximo uns 20 anos. O cabelo loiro estava preso em um rabo-de-cavalo e a pele pálida lhe faziam ter o aspecto de uma boneca de porcelana.
-Em que posso ajudá-lo? - respondeu ela, com uma voz digna de coros celestiais. Wow. Realmente, aquele dia estava sendo bom, apesar dos pesares que eu já conhecia. Como a parte mencionada de que em breve todos irão querer me dar uma surra.
-Sou aluno novo, vim pegar meus horários.
-Claro. Seu nome? - perguntou a garota, piscando os cílios grandes e cheios devido ao rímel que estava usando, que emolduravam com delicadez seus olhos castanhos claro.
-Oliver Darknes.
-Com licença? - eu disse á secretária, assim que cheguei ao meu destino, depois de muitos empurrões e esbarradas acidentais - ou não.
A secretária era um garota jovem. Devia ter no máximo uns 20 anos. O cabelo loiro estava preso em um rabo-de-cavalo e a pele pálida lhe faziam ter o aspecto de uma boneca de porcelana.
-Em que posso ajudá-lo? - respondeu ela, com uma voz digna de coros celestiais. Wow. Realmente, aquele dia estava sendo bom, apesar dos pesares que eu já conhecia. Como a parte mencionada de que em breve todos irão querer me dar uma surra.
-Sou aluno novo, vim pegar meus horários.
-Claro. Seu nome? - perguntou a garota, piscando os cílios grandes e cheios devido ao rímel que estava usando, que emolduravam com delicadez seus olhos castanhos claro.
-Oliver Darknes.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Incontrolável
Tragédias não me afetam mais. Pessoas que lutam desde o momento que nascem me fazem chorar, por ver que alguem ainda tem um objetivo na vida: ser feliz. Eu gostaria que todos fossem assim, indepente se é rico ou pobre, negro ou branco, velho ou jovem. Quero que as pessoas busquem a felicidade individual e saibam ajudar os outros.
Paremos de ser egoístas. Vamos tirar essa névoa de nossos olhos e enxergar o que realmente precisa ser visto. Vamos melhorar essa droga de lugar que chamamos de mundo. De uma vez por todas.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Todo começo é difícil.
Ouça o barulho. Os anjos estão gritando.
Bem, lá estava eu, parado em frente as portas de vidro que acabará de entrar, intimidado com a multidão de alunos que me aguardava. Esse já era o terceiro colégio que eu era transferido em dois anos. Mais uma vez, eu tinha que ter o trabalho de tentar me enturmar com alguem apenas para descobrir que isso era impossível e que muito em breve todos me odiariam á ponto de quererem quebrar todos os ossos do meu corpo.
Observei mais uma vez a massa de corpos, quando um em particular me chamou a atenção. Ela usava uma calça jeans apertada e uma blusa rosa que deixava a pele bronzeada de suas costas á mostra, uma longa trança castanha descansando na pele bronzeada. E o jeito como ela rebolava aqueles quadris provocantes, era como se eles me chamassem. "Venha", eles sussuravam em meu ouvido, me hipnotizando. "Venho só um pouco mais para perto". Ela não andava, desfilava, flutuava, tudo menos andar como uma mera mortal. Ela tinha aquele tipo de auréa que só anjos conseguem ter.
Senti alguem batendo em meu ombro violentamente me desequilibrando, me fazendo cair no chão. Recolhi meus livros que haviam se esparramado pelo piso e ergui a cabeça a tempo de ver um daqueles atletas grandes como armários correndo pelo corredor, apressado demais para me pedir desculpas. Também percebi que ela não estava mais á vista. Meu anjo havia se perdido na multidão de pecadores.
Suspirei. Era apenas mais um dia em mais uma nova escola. Havia muito trabalho pela frente.
Bem, lá estava eu, parado em frente as portas de vidro que acabará de entrar, intimidado com a multidão de alunos que me aguardava. Esse já era o terceiro colégio que eu era transferido em dois anos. Mais uma vez, eu tinha que ter o trabalho de tentar me enturmar com alguem apenas para descobrir que isso era impossível e que muito em breve todos me odiariam á ponto de quererem quebrar todos os ossos do meu corpo.
Observei mais uma vez a massa de corpos, quando um em particular me chamou a atenção. Ela usava uma calça jeans apertada e uma blusa rosa que deixava a pele bronzeada de suas costas á mostra, uma longa trança castanha descansando na pele bronzeada. E o jeito como ela rebolava aqueles quadris provocantes, era como se eles me chamassem. "Venha", eles sussuravam em meu ouvido, me hipnotizando. "Venho só um pouco mais para perto". Ela não andava, desfilava, flutuava, tudo menos andar como uma mera mortal. Ela tinha aquele tipo de auréa que só anjos conseguem ter.
Senti alguem batendo em meu ombro violentamente me desequilibrando, me fazendo cair no chão. Recolhi meus livros que haviam se esparramado pelo piso e ergui a cabeça a tempo de ver um daqueles atletas grandes como armários correndo pelo corredor, apressado demais para me pedir desculpas. Também percebi que ela não estava mais á vista. Meu anjo havia se perdido na multidão de pecadores.
Suspirei. Era apenas mais um dia em mais uma nova escola. Havia muito trabalho pela frente.
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