-O que aconteceu com seu rosto, Jess?
Não me importei com a contorção que seu belo rosto fez ao receber meu golpe. Coloquei toda minha força naquilo, e apenas foi. Um desabafo, na verdade.
-Eu vou te dizer o que aconteceu - um chiado escapou de minha garganta. Talvez fosse a minha tentativa falha de rir. - Ontem, eu estava dormindo perto das piscinas naqueles corredores vazios da sua maldita casa. Ouvi um barulho, e quando levantei para ver o que era, havia um cara lá. E ele carregava consigo uma faca. E adivinha o que ele fez com a faca, minha doce boneca?
Ela gemeu, as lágrimas continuando a cair livremente. Eu não me importava mais com o sangue que continuava a escorrer do meu rosto. A dor já havia passado, mas minha loucura, não.
-Aposto que você não é tão bonita por dentro. Vamos descobrir se estou certo.
Ela gritou. Tentou escapar. Segurei-lhe o braço, até que os ossos se partissem em dois e ela caísse no chão, agonizando pela dor.
-Agora você quer fugir, não é? Mas quando mandou seu maldito amante me atacar, não queria? Bem, agora vou te mandar pro mesmo lugar pra onde mandei o filho da puta, Suzana. Eu vou te mandar pro inferno, sua vadia gananciosa.
Outro grito. Tampei sua boca. A coloquei em meus braços, selando seus lábios. Ela mordeu-me. Mais sangue jorrou do meu lábio.
-Aproveite bastante os últimos suspiros, porque eles são os seus últimos suspiros, Suzana. Espero que no inferno você encontre uma loja da Channel para fazer compras, senão irá ficar realmente entediada.
Gritou. Um soco. Caiu, inerte, sobre o piso frio. Peguei o corpo desfalecido e desci as escadas daquela maldita mansão em direção ao incinerador de lixo.
Ultimo degrau, e adentrei na sala infernal. O calor era tanto que o sangue seco em meu rosto começava a escorrer com o suor. Abri a porta dele, e rapidamente, joguei-a lá dentro. Consegui ouvir um ultimo grito antes de fechar a porta do incinerador e dar as costas para todo aquele inferno.
Nunca mais, eu seria incomodado por ela. Nunca mais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário