sexta-feira, 8 de abril de 2011

Everything is about love

Amor. Uma palavra. Quatro letras. 
E muitas vezes, ele não é verdadeiro.
Foram três vezes ao total. Apenas uma tarde e uma manhã, tirando as poucas horas que nos víamos na escola e ficávamos enrolando, enrolando, enrolando.
Biblioteca. Não lembro exatamente qual prateleira era. Alguma afastada da entrada. “Incentivos”, é o que você dizia. Até eu me aproximar demais, perceber que alguém estava olhando, e me afastar com uma risadinha.
Toda vez que entro lá, lembro da sua mão em minha cintura. Dos meus dedos na barra de seu bermudão. Da respiração meio descompassada, enquanto o trabalho era lido, mesmo quando nenhum dos dois estava realmente prestando atenção, eu preocupada com meus pais e me divertindo com tudo aquilo, sua atenção apenas e unicamente em mim.
Depois, atrás da escola. Escondidos em meio as árvores. Algo como um amor proibido, mas não exatamente desse jeito. Apenas brincadeiras de adolescentes que gostam da dor do fim.
E, Deus, o que eram aquelas ligações a uma da manhã no fim de semana? Eu nunca havia falado com alguém tão tarde. Era... divertido e perigoso. Meus pais costumam ter um sono bem leve.
E mesmo de que tudo aquilo não tenha passado de uma ilusão que você mesmo criou, eu sorrio. Porque enquanto a ilusão durou, ela foi boa.
Então, por que, porque? Começou com algo idiota. Ciúmes. Com uma especulação. Todo mundo incentivava. Botava pilha. Até quem fica incomodando hoje, incentivava demais. E eu tenho a consciência tranquila para dizer que não tenho culpa alguma que tenha contribuído para o fim.
Mas o que resta agora, é apenas um sentimento de desconforto, como se tudo houvesse sido um erro. Eu sou o problema? Não entendo. Quando tudo acabou, eu fiquei bem. Realmente. Não foi algo que me afetou, e mesmo com todas as ligações, eu estou disposta a pelo menos continuar a amizade. Mas não. Deve ser seu orgulho ao algo do tipo que não te deixa. Então, tudo bem. Vamos manter o sentimento de hostilidade, se você quer.
Mais uma paixão falida para minha história. Mais um para minha lista. Agora, restam apenas as lembranças. E a vida continua.

Um comentário:

  1. Eu me emocionei muito lendo este conto por que eu vi pessoas, amigos, que eu amo muito passaram pelas mesmas coisas e sei que é uma coisas difícil. Parabéns ao autor uma ótima história, amo seus contos, quem sabe um dia eu lei um livro seu ?

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