Paramos.
Deus, eu estava suando tanto. E olhei para ela, do meu lado...
Os lábios carnudos, cheios e avermelhados, entreabertos de uma forma realmente sexy, a respiração acelerada. O suor escorrendo pelo rosto, alguns fios castanhos dourados grudados na pele clara e macia. As mãos apoiadas nas coxas bem delineadas, enquanto tentava recuperar a respiração, deixando aqueles lábios convidativas á mostra de quem quisesse ver.
Ou seja, eu.
A expressão de cansaço foi substituída por uma careta. Os lábios carnudos se contraíram, os dentes subitamente trincados, as mãos apertando a carne das coxas.
Eu não conseguia acreditar no quanto ela era sensual. Tudo o que ela fazia, desde os gestos, as palavras, os sorrisos... tudo me causava arrepios como se eu fosse um adolescente inexperiente e estivesse descobrindo esse “mundo dos adultos”.
A careta foi deixada de lado, voltando para o cansaço. E os lábios avermelhados voltaram á ficar entre abertos, descansando, o ar entrando á golfadas por eles. Inúmeros arrepios percorriam meu corpo naquele momento, só de imaginar em fechar aqueles lábios com os meus...
Até que eu não consegui resistir mais, e o fiz. Joguei-me sobre seu corpo suado e cansado, minhas mãos segurando sua cintura com força e autoridade, e selei seus lábios de forma violenta contra as mãos.
De inicio, ela ficou um pouco surpresa com minha reação. Então relaxou, deixando suas mãos desenharem traços imaginários pelas minhas costas, os lábios acompanhando o ritmo dos meus em uma deliciosa sincronia...
-Por que fez isso...? – perguntou, quando nos separamos para tomar ar.
Não respondi. Agarrei sua cintura novamente e retomei o beijo. Quando paramos por ar pela segunda vez, falei.
-Me deu vontade.
Ela sorriu, e o seu rosto todo se iluminou.
-Você não se cansa nunca de me surpreender, não é?
-Apenas o necessário – respondi, colocando-a em meu colo e mordendo seu pescoço antes de voltar a falar. – Mas não é como se eu precisasse te pedir permissão, certo?
Sorriu de novo, os pequenos olhos verdes me encarando. Eu me sentia desprotegido, inexperiente e maravilhado ao seu lado, como se estivesse descobrindo todo um universo paralelo ao contrário da nossa realidade.
Talvez fosse isso. Talvez fosse todo esse ar de novo que ela possuía. Como o cheiro do couro dos bancos de um carro novo, só que mais duradouro e mais envolvente. Algo que eu desconhecia até conhecê-la.
-Certo. Absolutamente, nenhuma permissão.
E voltamos a nos beijar.
Nossa, como estes exto me faz lembrar Capitu !
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